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Patos de Minas

Localização - Patos de Minas faz parte da unidade federativa de Minas Gerais, mesorregião do Triangulo Mineiro/Alto Paranaíba e microrregião com mesmo nome da cidade. A microrregião de Patos de Minas é formada pelas cidades de Patos de Minas, Guimarânia, Lagoa Formosa, Carmo do Paranaíba, Tiros, Arapuá, Rio Paranaíba, Matutina, São Gotardo e Santa Rosa da Serra (veja o quadro na próxima página).

Municípios vizinhos a cidade de Patos de Minas:

Ao Sul - Lagoa Formosa, Carmo do Paranaíba, Cruzeiro da Fortaleza e Serra do Salitre;

A Oeste - Coromandel e Guimarânia;

Ao Norte - Presidente Olegário e Lagamar;

A Leste - Varjão de Minas e Tiros.

Patos de Minas limites

 

Patos de Minas

 

Aspectos Físicos

O Município de Patos de Minas possui uma área territorial de 3.189,01 Km2. Possui sua altitude máxima de 1.193m na divisa com o município de Cruzeiro da Fortaleza e altitude mínima de 765m na foz do Córrego Sussuarana. A altitude no ponto central da cidade é de 833,84m.

A temperatura média anual é de 21,1 C, com média máxima anual de 27,8 C e mínima máxima anual de 16,3 C. O índice médio pluviométrico está em 1.474,4 mm. A topografia do terreno está dividida em 5% de área plana, 90% ondulada e 5% de área montanhosa. O clima é Tropical de altitude.

Patos de Minas relevo

 

Distâncias

Abaixo, quadro com a distância (em Km) de Patos de Minas em relação as algumas cidades brasileiras:

Patos de Minas     Patos de Minas
ARACAJÚ 1.671   MANAUS 3.627
BELÉM 2.589   NATAL 2.420
BELO HORIZONTE 417   PALMAS 1.406
BRASÍLIA 549   PORTO ALEGRE 1.825
CAMPO GRANDE 1.116   RECIFE 2.133
CAXIAS DO SUL 1.698   RIBEIRÃO PRETO 503
CURITIBA 1.164   RIO DE JANEIRO 840
FEIRA DE SANTANA 1.329   SALVADOR 1.445
FLORIANÓPOLIS 1.471   SANTOS 830
GOIÂNIA 558   SÃO LUÍS 2.694
JOÃO PESSOA 2.243   SÃO PAULO 758
JOINVILLE 1.301   TERESINA 2.326
JUIZ DE FORA 659   UBERLÂNDIA 232

 

Feriados Municipais

24/05  Aniversário da Cidade
13/06  Dia de Santo Antônio - Padroeiro da Cidade
15/08  Dia de Nossa Senhora da Abadia

População - 139.841 habitantes segundo estimativa do IBGE para o ano de 2009.

Adjetivo Pátrio - Patense.

Origem do Nome - Assim como em diversas outras localidades no Brasil, tais como São João dos Patos (MA), Patos do Piauí (PI), Patos (PB), Lagoa dos Patos (MG), o nome da cidade de Patos de Minas foi constituído em razão das populações de patos silvestres que habitavam as várias lagoas da localidade, assumindo, posteriormente o condicionante 'de Minas', para distinguir a cidade de outros municípios com o mesmo nome. [ver mais em evolução histórica]

Primeiros Habitantes

Assim como em todo o território brasileiro, os primeiros habitantes desta região foram os índios. A denominação de índios foi dada pelos europeus imaginando terem chegado às Índias quando da descoberta das Américas. Por motivos políticos, esta denominação foi mantida pelos portugueses aqui no Brasil, apesar de, por ocasião do 'achamento', estimativas revelarem a existência de cerca de 1.300 línguas diferentes faladas pelas sociedades indígenas da época. As estimativas dão conta que a população das sociedades indígenas variava entre 1 e 10 milhões de habitantes em todo território nacional.

Atribuí-se aos Cataguás (também citados como Catiguá, Cataguases e Cataguazes), os primeiros habitantes do sudoeste de Minas Gerais. Pouco estudados, os Catiguás sofreram as investidas dos bandeirantes, tropeiros e garimpeiros que buscavam a 'cura para sua pobreza' no apresamento de índios e na busca por ouro.

Com o êxito da produção de açúcar no nordeste do país, a oferta de escravos negros para os colonos paulistas diminuíram e seu preço atingiu valores impraticáveis. Neste contexto os bandeirantes se lançaram ao apresamento dos povos indígenas para trabalharem nas plantações. Enquanto as Bandeiras traziam destruição e escravização para as nações indígenas, os bandeirantes e fazendeiros lucravam com o comércio dos índios.

A crueldade dos bandeirantes pode ser percebida no relato do missionário jesuíta Ruiz de Montoya em 1639 sobre à redução jesuítica de Sant'Ana no Paraguai: "Achamos aqui assados vivos a homens racionais: crianças, mulheres e varões. É costume comum desses homicidas [os paulistas] que quando vão embora apressados queimem os enfermos, os velhos e os impedidos de caminhar". Para se ter uma idéia do montante de índios capturados pelas incursões no interior do Brasil, Fernão Dias Pais Leme, em 1965, retorna a São Paulo com 4 mil índios cativados.

O nosso descaso com a população indígena e com a nossa própria história, a desinformação e o desinteresse, nos levam a aceitar a construção idealizada de nosso passado que serviu e continua a servir aos interesses de quem não deseja a apuração da verdade. Não raro podemos ouvir no seio de nossas famílias que um ou outro de nossos antepassados teria sido 'índio de sangue puro, pego no laço'. A naturalidade e até um sentido de orgulho em proferir essas palavras, talvez levados pelo status de ter 'apenas' um pouco de índio no sangue, não revela a brutalidade dos fatos. As aldeias eram invadidas, índios eram mortos, inutilizados, brutalmente assassinados, as mulheres eram feitas escravas, estupradas e mantidas para satisfazerem aos desejos de seus proprietários.

Provavelmente, antes dos brancos habitarem pelas terras do Sertão da Farinha Podre (Triângulo Mineiro), negros fugidos de Paracatu e Goiás ali se estabeleceram.

Evolução Histórica

Os primeiros habitantes dessas terras partilhavam da riqueza de suas águas e de suas fontes de alimento naturais. As águas atraiam os animais e estes, os homens. Nos primeiros séculos após o 'achamento', as condições de quem se lançava ao sertão eram muito ruins, pouco alimento, falta de estradas, doenças, adversidades inúmeras. Encontrar um local onde podiam se reabastecer com fartura de alimento era motivo de muita alegria. A região de Patos de Minas cumpria este papel, oferecendo repouso e alimento aos indivíduos que por aqui passavam.

Segundo Antônio de Oliveria Mello, a primeira bandeira que passou por essas terras foi a de Lourenço Castanho Taques (o velho) no ano de 1670. Também segundo Mello, uma variante da Picada de Goiás, a Picada dos Aragões, passou por essas terras, partindo de Guarda dos Ferreiros.

O primeiro massacre que se tem notícia nessas terras foi com a chegada de Afonso Manoel Pereira, viajante do caminho do Rio de Janeiro e portador da Carta de Sesmaria datada de 29 de maio de 1770 concedida pelo Conde de Valadares ( outorgando uma faixa de terra nos sertões das margens do rio chamado Paranaíba, terra de campos e matas devolutas), destruindo, trazendo a morte e escravizando os negros que fizeram asilo nessas terras, fugidos de Paracatu e Goiás.

Ainda sobre o primeiro povoador branco dessas terras, em Carta de 20 de julho de 1793, enviada pela Câmara de Tamanduá a Rainha D. Maria I, faz menção a Manoel Afonso Pereira de Araújo, que apesar do acréscimo do sobrenome 'de Araújo', possivelmente se tratava da mesma pessoa, uma vez que o documento fazia referência às localidades de Babilônia (Lagoa Formosa), Aragão e Onça, confirmando tratar-se da mesma região citada nos dois documentos. Esta carta informava a respeito de um roubo seguido de morte de dois escravos, havendo subtraído deles, seis mil e tantos cruzados e algum ouro em pó.

Na região havia uma fazenda denominada "Sítio Os Patos" de propriedade de Antônio Joaquim da Silva Guerra e sua mulher Luíza Correa de Andrade, que, em escritura de doação datada de 19 de julho de 1826, doaram "uma sorte de terras ao glorioso Santo Antônio, a fim de se edificar um templo e também para cômodo dos povos". Com a doação e o passar do tempo, foram se elevando construções de moradias na localidade que passou a ser conhecida como Arraial de Santo Antônio dos Patos da Beira do Rio Paranaíba.

Pertencente inicialmente à Comarca de Paracatu do Príncipe, o Arraial de Santo Antônio dos Patos da Beira do Rio Paranaíba foi elevado a distrito deste município em 17 de janeiro de 1832. Com a elevação do Julgado São Domingos do Araxá à condição de vila, sua jurisdição abrangia a povoação do arraial e este ficou subordinado a Araxá pelo período de 1833 a 1840. Descontentes, os habitantes de Santo Antônio dos Patos (topônimo vigorando desde 1839), iniciaram um processo que levaria a Comissão de Estatística da Assembléia Provincial proferir parecer definindo a transferência do arraial. Assim, em 1842 o arraial passa a fazer parte da recém criada Vila de Patrocínio.

Em um processo demorado, permeado de interesses diversos, e com o município de Patrocínio fazendo esforços para não perder seu distrito, uma vez que, apesar de assinada a lei de criação da Vila, esta somente seria consolidada após ter seu governo próprio e sendo construído os prédios da Cadeia e a Casa da Câmara. Depois de vencidas todas as barreiras, em 29 de fevereiro de 1868, instala-se a primeira Câmara Municipal da Vila de Santo Antônio de Patos. Na ocasião tomaram posse seis vereadores eleitos. O presidente da Câmara foi Major Jerônimo Dias Maciel, que também tinha função equivalente a de Prefeito.

Através da Lei 2.460 de 19 de outubro de 1878, foi criada a Comarca da Vila de Santo Antônio dos Patos. Sua instalação somente ocorreu em setembro de 1881.

Beneficiada pela Lei n° 23 de 24 de maio de 1892 que elevava à categoria de cidade todas as vilas sedes de Comarcas, a recém criada cidade passa a denominar-se Patos.

Em razão do Decreto-lei n° 556, de 30 de agosto de 1911, assinado pelo então Presidente do Estado de Minas Gerias, Júlio Bueno Brandão, a divisão do município fica assim definida: Patos, Senhora da Piedade da Lagoa Formosa, Santana de Patos (Paranaíba), Santa Rita de Patos, Dores do Areado, Quintinos e São Pedro da Ponte Firme.

Pela Lei n° 843 de 7 de setembro de 1923, o distrito de Dores do Areado passou a denominar-se Chumbo e ainda foram criados os distritos de Galena e Minas Vermelhas.

Em 17 de dezembro de 1938, o Decreto-lei n° 148 suprime os distritos de Galena e Minas Vermelhas, cria o distrito de Guimarães, desmembrando-o de Santana de Patos (antigo Santana do Paranaíba). Este mesmo decreto-lei transfere o distrito de Quintinos para o município de Carmo do Paranaíba e transfere os distritos de Santa Rita de Patos e Ponte Firme, para a formação do novo município denominado Presidente Olegário.

Por força do Decreto Lei n° 1058, de 31 de dezembro de 1943, Patos passa a denominar-se Guaratinga. Este mesmo decreto altera o nome do distrito de Guimarães para Guimarânia e ainda transfere áreas entre os municípios de Carmo do Paranaíba e Guaratinga. Assim sendo, Carmo do Paranaíba transfere território no córrego da Extrema para Guaratinga, que por sua vez, transfere a Carmo do Paranaíba território do Morro da Broa.

A mudança de nome para Guaratinga teria sido efetuada para distinguir a cidade de outras localidades de mesmo nome. Tal mudança naturalmente trouxe insatisfação para a população já familiarizada com o topônimo. Em 03 de junho de 1945, Guaratinga passa a denominar-se Patos de Minas.

Documentos e fatos Históricos:

- a abertura do documento pode demorar alguns minutos -

TÁBUA CRONOLÓGICA - Tábua Cronológica do Município de Patos de Minas.

LEI 472 de 31/05/1850 - Carta de Lei que cria diversas vilas. Cria a Paróquia de Santo Antônio dos Patos.

LEI 556 de 30/08/1911- Dispõe sobre a divisão administrativa do Estado e contém outras disposições.

DECRETO-LEI 148 de 17/12/1938 - Fixa a divisão territorial do estado. Cria o município de Guimarães (futura Guimarânia). Cria o Município de Presidente Olegário.

DECRETO-LEI 1058 de 31/12/1943 - Fixa a divisão administrativa e judiciária do Estado de Minas Gerais. Altera o nome de Patos para Guaratinga. Altera o nome de Guimarães para Guimarânia.

E. F. PARACATU - A estrada ferroviária que não mudou o sertão. A estrada de ferro passaria por Patos de Minas?

LOURENÇO CASTANHO TAQUES - INVENTÁRIO - Inventário e Testamento de Lourenço Castanho Taques pelo Projeto Compartilhar.

LOURENÇO CASTANHO TAQUES - GENEALOGIA - Genealogia de Lourenço Castanho Taques pelo Projeto Genealogia Paulistana.

 

Referências Bibliográficas:

1. Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. Dados do Município de Patos de Minas. On-line. Assembléia Legislativa, Belo Horizonte, MG. Disponível em: http://www.almg.gov.br/munmg/m48004.asp Consultado em 02 de dezembro de 2005.

2. Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes - DNIT. Distância entre cidades. On-line. DNIT. Disponível em: http://www.dnit.gov.br/rodovias/distancias/distancias.asp Consultado em 02 de dezembro de 2005.

3. Diocese de Patos de Minas. Patos de Minas: A História. On-line. Diocese de Patos de Minas, MG. Disponível em: http://www.diocesepatosmg.org.br/ Consultado em 02 de dezembro de 2005.

4. Fundação Nacional do Índio. Os Índios. On-line. Funai. Disponível em: http://www.funai.gov.br/indios/conteudo.htm Consultado em 02 de dezembro de 2005.

5. Mello, Antônio de Oliveira. Patos de Minas Centenária. Patos de Minas: Prefeitura Municipal, 1992.

6. Pacheco, Regina de Fátima. Informe Histórico da Cidade de Patos de Minas. Prefeitura Municipal de Patos de Minas: Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer. Divisão de Patrimônio Histórico.

7. Queiroz, Mirna. Fernão Dias Pais Leme. On-line. Vidas Lusófonas. Disponível em: http://www.vidaslusofonas.pt/fernao_pais_leme.htm Consultado em 02 de dezembro de 2005.

 

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