Mario Nhardes
 HISTORIADOR

Esse meu mundo de pó e alergia,
Esta sina de ácaros.
E em meio à aparente inutilidade das peças,
Desvendar a morfologia cotidiana.
Achar no passado a representação de nós mesmos,
Esse mundo sem rosto – de pedras,
Esta sina de “inquieto”.
E em meio à possibilidade das respostas,
A frustração da cegueira conduzida pela paixão,
Esse mundo de ilusão e realidade,
Esta sina de “apaixonado”.
E em meio ao reflexo do que somos,
A insistente mania do que fomos.
Esse mundo de incompreensão e de busca.
Sou o germe que corrompe o desejo,
Que provoca o concebido,
Que deturpa os credos,
Que crê nas possibilidades.
Sou a inquietude presente,
Sou o nó, a pedra, o cisco.
Sou feito de esperança e incertezas,
De aço e brisa
Sou história,
Historiador,
Sou isso.

 

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