Mario Nhardes
 EU, O VENTO

Eu, o vento.
Que sou calmo e violento
Sou vendaval e brisa.
Que à mercê da vida,
Às vezes sou conforto,
Às vezes incômodo,
Às vezes paz,
Às vezes caos.

Eu, o vento.
Que sou incolor e frio
Sou calor e sangue.
Que à mercê da vida,
Às vezes sou dor,
Às vezes, rotina,
Às vezes sou morte,
Às vezes vida.

Eu, o vento.
Que sou órfão e só
Sou carinho e carente.
Que à mercê da vida,
Às vezes sou colheita,
Às vezes plantio
Às vezes sou notado,
Às vezes esquecido

Eu, o vento.
Que sou força e anemia
Sou opressor e vítima.
Que à mercê da vida,
Às vezes sou vento,
Simplesmente.

 

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