Mario Nhardes
 BOTÃO DE ROSA

Flor que perfuma meu ser
Que alegra meus olhos
Que brilha ao sorriso meu
Que me inspira e me completa

Flor que toma de mim o pólen
Que o leva a boca e engole
E com a boca em pólen
Beija-me do meu próprio eu

Flor que aprendi a cativar
Que na saudade me faz sonhar
Que nos dias tristes está lá
Inteira, ao menos queria estar.

Flor que ao cetim inveja faz
Onde palavras perdem o lugar.
Na suavidade de tuas pétalas
Encanta-me e me faz amar

Flor que conheço de ti
Toda planta, mas me vigiam
E não posso te amar
Por isso me calo, sofro

Flor que a brisa ousa brindar
Que o ciúme me toma a caçoar
Mesmo ferido, de certo ofendido
Por não ser eu, o ar

Sinto teu cheiro, cheiro de flor
Cheiro que sinto inteiro
Em meu corpo faz o caminho
Que por certo sinto sozinho

Eis que chove, abraça-te forte
Nem neste instante perdes a cor
Daqui da vidraça, perdido no desejo
A vejo, linda, só minha

Que me houvessem fones e fios
Linhas ou trilhos, que me
Ouvissem os astros e rompessem
A muralha de vidro

Sinto por perdê-la
Por acordar e não vê-la
A janela continua fria
O jardim permanece calmo

Não sei se foi você quem desapareceu
Que desejou fugir e fugiu
Ou se fui eu quem mentiu
Que sonhou, mas do sonho se esqueceu.

Escute o áudio:

Você precisa instalar um dos softwares abaixo para escutar as poesias.
fazer o download (clique no link com botão direito do mouse em "salvar destino como")

Se você não conseguir escutar os áudios, talvez seja necessário instalar alguns dos softwares abaixo:

adobe flash player       shockwave player       k-lite codec

poesias     anterior     próxima  
   MÁRIO NHARDES ®  2008 - POLÍTICA DE PRIVACIDADE
  WebRádio Agapantos Siga-me
Creative Commons License Artesao da Web