Feito pluma se faz presente,
Pairando nas retinas atentas,
Trazendo na brisa, mansamente,
Um perfume que rompe a alma,
Acalma, faz surgir a alegria, emergir
A empatia, ressurgir a fantasia.
Faz sorrir sem ter vontade,
Faz despir das vaidades, brilha.
Suas palavras são todas notas
Numa canção sem fim.
Com luz própria nos fere os olhos
Com a energia de sua euforia.
Doce, emotiva, aflora na pele os sentidos,
Meio deusa, intocável como a brisa.
Pairando nos sonhos acordados
Vive a nos presentear o dia.
Numa onda de insistente alegria,
Nos convoca a tomar gosto pela vida.
Eterna amabilidade que nos traz
Independente da estação, do dia.
Com a paz que inteira irradia
Nos comove e cativa.
Sentar sozinho bem longe e ficar
Espiando-te na surdina, pura poesia.
Se estiver longe, um vazio nos invade
Incomoda e ofusca a rotina.
Sem sua presença o medo nos toma
A caçoar nosso próprio brilho.
Viva, vida, para sempre juntos
Estaremos, mesmo que em fantasia.