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O pouso da mosca
Rúsber
Na sala, discreta, passa pela janela.
Zune, num tapa, cai tonta.
-- Flep direito!
-- Ok!
-- Flep esquerdo!
-- Ok!
-- Trens de pouso!
-- Minímas avarias!
-- Bico da cabine!
-- Solto!
Depois da rotineira inspeção de vôo, liga o motor e zune de novo. Zun, zun, zun, até algo doce encontrar.
-- Atenção! Baixar trens de pouso, cristais de néctar à frente.
Calma e calculista, a "hot-máquina" dá voltas de reconhecimento da muamba. Gira em círculos, não vacila. Fica atenta na pista.
Cansada de voar, pousa morta nos cristais de inseticida.
(*) Este texto foi escrito em 13/08/1990 para registrar a aguçada observação na vida de
cinco jovens.
© Copyright by Mário Nhardes
Última revisão: 18 mai 2005